quarta-feira, 26 de março de 2008

dói

um passo seguido de outro. cabeça baixa. levanto só para espiar os obstáculos na calçada e já é o suficiente. olhos vermelhos, maos tremulas, seguidas de pés, pernas, corpo. o passo pára. imóvel, sentindo só o tremer involuntário e incontrolável. lá estao eles: sorriso no rosto, maos entrelaçadas, a carícia que era minha! de mim e para mim. meu lugar. meu buraquinho que foi fechado como cova no cemitério foi reaberto pra botar um corpo novo. meu lugar! meu buraquinho! cabeça abaixada de novo tentando segurar o resto no lugar. o mundo girando dentro do coraçao repartido duzias de vezes, formando um redemoinho que passeia por todos os membros me faz cambalear. me escondo. respiro. conto até 10, 100, 1000. espero. desejo. levanto devagar, ainda instável. percebo a falta das pessoas por ali. respiro fundo, crio forças, abaixo a cabeça e vou embora.
o corpo já nao aguenta. a alma já nao existe. coraçao, me foi roubado. o sentido já nao é mais visto.
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1 comentários:

Marcos disse...

tá na hora de atualizar isso aqui né o.O

=*

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