a chuva caia la fora enquanto, ali dentro, ela so ouvia o som do violao abafando as velhas lembrancas. a voz dele cantando as musicas antigas que falavam de amor, mas que so agora ela entendia, era tao alta que a proibia de dormir em paz. a caminhada pelo apartamento tao vazio de gente obrigou a lembrar de todas as coisas com as quais ela lutou por meses pra esquecer.
na cozinha, o uisque, que ela tanto abomina, estacionado sobre a geladeira, ja carrega consigo a poeira da espera. na sala, a sacada que ele sempre quis. os dvd's de bandas que ela nunca ouviu, mas que ainda sao os preferidos dele. no quarto... ainda que se desfizesse de tudo, o quarto sempre gritaria o mesmo nome.
ela fecha todas as janelas pra nao ouvir mais o som da chuva, abraca forte o travesseiro pra acabar com a solidaoe escolhe vodca pra afogar a memoria.
o telefone apita com uma mensagem de texto: nem em cem vidas eu acharia amor maior.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
reclama, Maria Gabriela às 00:52:00
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