parei de sentir os pés. logo em seguida, nem via mais minhas mãos. sabia que as lagrimas escorriam pelo rosto unicamente porque as via no espelho. o coração já nao tinha forças pra bater, as imagens começavam a ficar turvas. percebi o vermelho no chão, mas nao sentia a dor. nao tinha desespero, como antes. nao tinha som. nao tinha riso e nem mao que afagava, batendo. ali, ninguém mais me atingia. tinha achado um jeito, uma forma de mostrar ao mundo que só eu poderia me atingir de verdade, e que tinha descoberto que só assim as outras pessoas parariam de me fazer sofrer.
encostei na parede quando as minhas costas já nao me suportavam mais e fui escorregando devagar, sem relutar tentando me ajeitar ali. senti o sangue molhar minha pele. senti uma palpitação repentina no peito. senti tua mão nos meus cabelos.
respirei bem fundo. fechei os olhos. larguei a vida.
encostei na parede quando as minhas costas já nao me suportavam mais e fui escorregando devagar, sem relutar tentando me ajeitar ali. senti o sangue molhar minha pele. senti uma palpitação repentina no peito. senti tua mão nos meus cabelos.
respirei bem fundo. fechei os olhos. larguei a vida.


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