quarta-feira, 9 de abril de 2008

ela deita na cama enorme, vazia, cheia de nada. distribui
todos os
cinco travesseiros de forma estratégica, diminuindo o espaço vago.

nao que ele ocupasse muito, mas enfim...
abraça bem forte o ursinho, aquele com braços grandes que ela enlaça nela mesma. pensa no quanto era bom quando sentia o calor da respiraçao dele no pescoço. de como era apertado aquele abraço sem blusa pra um sentir a pele do outro. sente saudade, mas nao deseja mais.
troca de lado na cama. muda a rotina boba, mas antiga.
passa a deitar no lado esquerdo.
fecha seus olhos e é só ele quem lhe vem à cabeça. nao, nao esse de quem falava. nem o seguinte. um outro, já. um que nao faz parte da vidinha mansa que ela vem levando. um como aquele , mas completamente diferente. e é ele quem agora ela imagina antes de dormir, abraçando bem forte(com blusa mesmo,, porque repetir atitudes é coisa impensada) e respirando junto.

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