segunda-feira, 2 de junho de 2008

nunca fui de obedecer mesmo. tomei uma dose dupla de uísque, porque bem sei que ele me descontrola, olhei de longe e fui.
- vem!
ele relutou tentando soltar a mao da minha. respondi baixinho, chegando perto e passando a mao por debaixo da camiseta branca.
- shhhh.
resgatei a mao dele e segui atropelando aquela gente que balançava o corpo numa dança de acasalamento frustrada, em grande maioria.
passei pelo corredor e virei. andei de costas. me encostei na parede do unico lugar vazio de todo o hotel. puxei ele pra perto pela camiseta que ja me era velha conhecida. subi num pulo ja ensaiado e dessa vez ele nao se esquivou.
senti meu corpo pressionado contra a parede. senti a mao que me segurava puxando o meu cabelo.
- vem! vamos sair daqui!
e ele me segurou mais forte, me trouxe de volta e me beijou com a maior violencia do mundo. me subiu o vestido de um jeito que chegou a me arrepiar. a respiraçao no ouvido, a boca passeando pelo corpo, o corpo quase sem roupa.
peguei a chave do carro dele dentro do bolso, pulei do colo quase a contra-gosto
- quero te apresentar um lugar...
e aí a gente foi.
- mas... essa é a minha casa...
- shhhh
segunda flor, lado esquerdo, atrás. chave reserva!
- escada?
acho que demorei quase duas horas pra subir os três andares. mas subi. com o maior silêncio do mundo abri a porta da casa que nao era minha. pé-ante-pé entrei no primeiro quarto do corredor. liguei aquela velha música, tranquei a porta e apaguei a luz.
acordei no outro dia, três da tarde, exausta e abraçada num corpo nao-estranho.
- oi, te conheço?
e parafraseando o primeiro encontro ideal, ele respondeu...
- desde ontem!

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